Onde o Oceano Acaba

ONDE O OCEANO ACABA

27 Capítulos POV Duplo PT-BR

Dois capítulos. Agora.

Os dois primeiros capítulos de Onde o Oceano Acaba, em ebook de verdade. EPUB pro seu Kindle, PDF pra ler em qualquer outro lugar.

Sem spam. Só o livro, e um aviso quando o próximo sair.

Adam Walker tem o mundo aos seus pés, um Oscar na estante e um vazio ensurdecedor no peito. Após um divórcio devastador que expôs sua vida pessoal na capa de todos os tabloides, a estrela de Hollywood foge para as sombras de Los Angeles em busca de anonimato. Ele queria desaparecer. Só não esperava encontrá-la.

Ela é a "L'Ange Blond" da França. Madeleine Bennett, uma herdeira prodígio que vive sob a vigilância constante e sufocante de um mundo que a idolatra, mas nunca a protegeu. Com um histórico de abusos e controle, Madeleine se esconde atrás de um escudo de sarcasmo ácido.

O que começa como uma atração física inegável na noite de seu aniversário se transforma em um acordo perigoso: uma fuga sem amanhãs. Mas, à medida que as luzes de Hollywood empalidecem diante da honestidade nua e crua de seu desejo, Adam e Madeleine percebem que não podem mais fingir.

  • ✦ Romance de Celebridades
  • ✦ Slow Burn & Cura
  • ✦ Duplo Ponto de Vista
  • ✦ Ele se apaixona primeiro
  • ✦ Início de Série (HFN)

Nota do Autor: Contém cenas de intimidade detalhadas, linguagem explícita e temas como superação de traumas, abusos passados e uso de substâncias. Recomendado para leitores maduros.

ADAM

A porta de madeira pesada bate com força. Um rastro de luz corta a penumbra, abafando os acordes de Dreams do Fleetwood Mac, e o som do trinco ecoa pelo bar vazio.

Ela não entra, ela desfila. Saltos agulha estalam contra o chão de madeira desgastado, e as pernas nuas guiam o reflexo até a barra do vestido de cetim preto, colado ao corpo como uma segunda pele.

Minha postura endurece. Sem girar o pescoço, ajusto os ombros, e a banqueta range sob o peso. No espelho manchado atrás das garrafas a cena se exibe inteira. O boné desce um centímetro, o suficiente para obscurecer o azul-gelo das íris, mas não a visão.

O cabelo champanhe cai em ondas pelos ombros, uma pintura renascentista na sujeira de Los Angeles. A confiança entra primeiro. Ignora os poucos olhares do bar, não por soberba, mas por treinamento.

Caminha até o bar e para a duas banquetas de distância. O ar fica pesado, carregado com um perfume de baunilha que não pertence à madeira velha e cerveja choca. A aba do boné desce. Permaneça invisível.

Mas ela vira o rosto para a luz do balcão, e a invisibilidade se torna irrelevante. O reconhecimento vem como um soco.

Madeleine. O fantasma das histórias de Dylan, a melhor amiga de Thomas. "Mad" sempre pareceu um apelido idiota de tabloide, até vê-la pessoalmente. O que diabos está fazendo no meu refúgio?

— Madi, o que está fazendo aqui? — A voz de Magnus quebra o seu silêncio.

Meu maxilar trava. Desvio o olhar para o copo, estudando o líquido âmbar. Sou um ator, reconheço quando alguém está atuando, e ela está entregando a performance da sua vida.

O velho barman, cuja expressão padrão varia entre indiferença e hostilidade, abre um sorriso que nunca havia visto.

Magnus contorna o balcão limpando as mãos no avental, os braços abertos, abraçando o cetim caro e a mulher intocável como se fosse seu próprio sangue.

— Magnus, quanto tempo... — A resposta vem arranhada contra o ombro dele. Uma falha na voz que me faz inclinar de leve a cabeça.

Não deveria ouvir. Mas observar o comportamento humano é um vício pessoal, e agora estou viciado na cena que se desenrola ao meu lado.

— Feliz aniversário! — Magnus diz, afastando-se para segurar as suas mãos com uma familiaridade que me deixa tenso. — E sinto muito, minha querida. Seu avô era alguém muito querido por mim.

O contraste é violento. Parabéns e pêsames na mesma respiração. Madeleine se solta das mãos dele para mexer no próprio dedo, o anel gira, e levo os meus à marca da aliança, que agora é apenas um ponto mais claro na minha pele.

— Merci... — O tom caindo para o zero absoluto, frio, mecânico, uma defesa rápida para não desmoronar diante da menção a Henri Bennett. E funciona.

— Você anda ocupada demais para passar por aqui, não é mesmo? — O tom brincalhão tenta suavizar o clima pesado. Ele consegue uma risada rápida dela. — O mesmo de sempre?

Magnus já começa a caminhar de volta para trás do balcão, buscando o copo.

— Sim, por favor. Com muito gelo.

Ela desliza para a banqueta alta com uma postura natural, mas esculpida, e coloca a bolsa de grife sobre o balcão sujo sem se importar, perto o suficiente para ser notada, e longe o bastante para manter o controle.

Cada movimento é coreografado: o nariz empinado, o desdém aristocrático, a elegância que grita para ninguém se aproximar. Mas está escondendo um estrago na forma como morde o lábio inferior, suprimindo algo que poderia estilhaçar o espelho à nossa frente.

Magnus alcança a prateleira de cima.

Madeleine Bennett. "L'Ange Blond", o anjo loiro que Hollywood devorou e cuspiu de volta. Atriz mirim, cantora prodígio, uma infância inteira roubada por holofotes. Estamos aqui, os dois, fingindo não ser o que o mundo decidiu que somos.

Forço meus olhos de volta para a televisão velha no canto, tentando recuperar o foco, mas minha visão periférica me trai.

A maré está subindo...

É aqui que a amostra para. Os dois primeiros capítulos estão esperando em ebook. EPUB ou PDF, em troca de um e-mail.

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A maré está mudando...

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